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  • Vereador Marco Barbosa

Audiência Pública debate ações para evitar pedágio na RS-118


Ocorreu na noite desta quinta-feira (24) a primeira audiência pública da Frente Parlamentar do Movimento RS118 SEM PEDÁGIO da Câmara Municipal de Cachoeirinha, coordenada pelo vereador Marco Barbosa (Progressistas). O evento contou com a participação do deputado estadual Issur Koch (Progressistas), dos vereadores de Cachoeirinha, Brinaldo Mesquita (MDB), Mano do Parque (PSL) e David Almansa (PT), do vereador de Gravataí, Paulo Silveira (PSB), dos vereadores de Viamão, Rodrigo Pox (PDT) e Markinhos da Estalagem (PSB), além do diretor regional da Federasul, Darcy Zottis, e da presidente da juventude municipal do Progressistas, Angélica Teixeira, de forma presencial. De maneira remota, participaram o secretário adjunto de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Matheus Ayres, o presidente da CDL Viamão, Milton Pires, o presidente da Associação Brasileira dos Usuários de Rodovias (Abur), Gerri Machado, do vice-presidente da Acigra, Régis Gomes, da vice-presidente da Associação Comercial de Cachoeirinha (ACC), Marisete Valim, o presidente da juventude estadual do PDT e representante da deputada estadual Juliana Brizola, Tiano Caduri, e do usuário da rodovia e morador de Gravataí, Valdir Abreu.


Durante a audiência, foi abordada a necessidade de união entre os municípios da região metropolitana para evitar a cobrança do pedágio na ERS-118, uma vez que esta é uma das principais vias para o escoamento da produção local. Marco Barbosa apresentou as razões para a realização desta audiência pública. “Nossa preocupação com um possível pedagiamento da 118 aumentou após o governo do Estado lançar o Programa Avançar, que prevê a concessão de 1.113 quilômetros de rodovias em todo o Rio Grande do Sul pelos próximos 30 anos”, explica o vereador. Ao todo, o Estado projeta 22 praças de pedágio no Programa Avançar, sendo treze novas.


O deputado Issur Koch lembrou que foi um dos primeiros deputados a se manifestar contrário ao pedagiamento. “Não tenho compromisso com o erro. E passar essa conta para a população é um erro. A Assembleia atendeu diversos pedidos do governo estadual e nada justifica esse ‘presente de grego’ a todos os gaúchos e gaúchas”, frisa.

Secretário adjunto de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Matheus Ayres destaca que

a região é um polo importante de logística, o que gera segurança social. “Boa mobilidade é qualidade de vida. Precisamos estar unidos nesta pauta. Porto Alegre está ao lado do movimento nesta luta”, afirma.


Já o diretor regional da Federasul, Darcy Zottis, um dos idealizadores do Movimento RS-118 Sem Pedágio, diz que este é o segundo grande movimento relacionado com a mobilidade urbana criado na região. “A 118 é uma via fundamental para todo o desenvolvimento da região metropolitana. Uma das primeiras ações que precisamos ter é pedir mais prazo para analisar documentos, pois 30 dias é pouco para a quantidade de material”, frisa.


Gerri Machado, da Abur, recorda que além dos pedágios previstos pelo governo do Estado, o governo federal também quer instalar praças para cobrança da tarifa. “Com todas, serão quase 50. A cada 50km terá uma praça de pedágio em determinadas regiões”, destaca.


Conforme o presidente da CDL Viamão, Milton Pires, esta nao é uma pauta partidária. “Todos devem se preocupar com essa pauta. É preciso encontrar outras alternativas que não o pedagiamento. A luta é de todos os municípios para que tenhamos o desenvolvimento das cidades”, acredita.


O vereador Mano do Parque diz que é preciso juntar forças contra o pedagiamento da 118.


David Almansa lamentou que o prefeito de Cachoeirinha, tenha se manifestado favorável ao pedágio. “Pedágio não garante melhorias, muito menos duplicação. O único objetivo é punir a população. Cachoeirinha tem missão importante de convencer o prefeito a dizer que é contra o pedágio”, alerta.


Rodrigo Pox, de Viamão, diz que o movimento está fazendo o seu papel. “Cada município deve fazer a sua luta. O governo do Estado já apresentou plano de tarifa e é um absurdo. Vou lutar incansavelmente para barrar esse projeto.” O vereador viamonense Markinhos da Estalagem afirma que é bom fazer parte de um movimento agregador e forte.


Marco Barbosa encerrou avisando que haverá um adesivaço e distribuição de panfletos com informações sobre o movimento. “Também vamos pedir prorrogação do prazo para análise dos documentos para apresentarmos nossas sugestões, pois até o dia 18 de julho é pouco tempo para isso”, diz. Um abaixo-assinado também será feito para mostrar a insatisfação da comunidade com o pedágio.



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